Borrão

6 11 2009

bokeh

Eu sou míope. Não muito, mas sou. Tenho que fazer um esforço colossal para ler letrinhas pequenas em outdoors e legendas no cinema. Placas de carro a mais de um metro? Sem chances. E olha que eu só tenho 0,75 graus de miopia.

Mas a história que vou contar aconteceu há mais tempo, muito antes de eu confundir as pessoas na rua porque não vejo rostos. Aconteceu quando eu ainda enxergava perfeitamente bem, mas queria um motivo para usar óculos porque achava charmoso. E quem melhor para me dar um motivo do que um oftamologista? Ninguém! Então, lá fui eu.
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Dedinhos de Alcachofra

29 10 2009

mao

Todos os dias, Frederico arrumava uma desculpa para ir à lotérica admirar as mãos da moça. Ela era do tipo miúda e tinha a pele tão branca que chegava a ser transparente. Desde que a vira pela primeira vez, o rapaz ficou obcecado pelos seus dedos rosados.

- Dedinhos de alcachofra, costumava a dizer.

O problema é que ela percebeu a perseguição e, com medo, pediu transferência pra outra filial. Desesperado, ele tentou encontrá-la em todas as lotéricas da cidade, mas não achou nem rastro da garota.

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Taras politicamente incorretas

25 10 2009

anao

Pode parar. Não vem com essa de que a sua maior fantasia é fazer sexo em público, ganhar um streep-tease ou transar com uma enfermeira gostosa. Du-vi-do. Tara, tara de verdade, é politicamente incorreta. É coisa que você tem dificuldade para admitir até pra si mesmo. Mas ela tá lá. Tarada.

A coisa nem sempre tem a ver com sexo. Às vezes, é só uma vontade latente de ter ou fazer o que não pode – a velha história de que proibido é mais gostoso. Tipo desenhar caralhinhos voadores na parede do banheiro.

Eu, por exemplo, tenho duas taras crônicas.

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De repente

25 10 2009

avos

Nunca acreditei no de repente. Para mim, as coisas sempre tiveram que ser construídas. Nada de surpresas e atitudes impulsivas. Férias perfeitas? Três meses de planejamento prévio. Amor? Pra mais de dois anos.

Até que um dia, como outro de qualquer primavera, eu estava andando e esbarrei no sujeito. Quando vi, nos apaixonamos, ele me deu um anel e estávamos correndo para o hospital porque a bolsa tinha estourado. Pisquei os olhos. As crianças formadas, o funeral do velho e eu aqui falando para os netos tomarem cuidado: chega uma hora na vida em que tudo é de repente.

(texto de 2006)





Promessas de amor

25 10 2009

am

Não vivo sem você. Foi o que ela lhe disse. Pouco importava o verdadeiro significado da afirmação. O que ela queria é que ele continuasse ali. Que viesse quando fosse chamado. Que não vivesse sem ela.

Até que, um belo dia, ele morreu.

- Fazer o quê? – ela suspirou.

Foi então achar outro sem o qual não pudesse viver.

(texto de 2005)





The Egg Man

25 10 2009

Ovos2

Levantou e olhou pela janela. Inspirou profundamente o ar gelado do dia-que-amanhece e prosseguiu com os preparativos. Lavou o rosto. Escovou os dentes. Limpou as unhas e comeu ovos no café da manhã. Vinte ovos.

Pensou em tirar o pijama, mas achou que seria dramático demais. Caminhou mais uma vez até a janela e saltou.

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Família de cegos

25 05 2009

Braile(1)

Era uma vez uma família de cegos. Sr. Amor, Sra. Justiça e seus os quatro filhos: Nó, Faca, Cabra e Ponto.

Fim.

Parabéns aos que entenderam a piadinha idiota. Este post não seria possível sem a mente doente do Gustavo.  Volto a postar com frequência depois que terminar o documentário dos barbeiros. Au revoir e até a próxima!





Bibliotecário desaparecido

11 05 2009

Kit_Higiene

Conheçam a história de Alfredo. Um bibliotecário solitário e metódico que, certo dia, simplesmente desapareceu.

Tudo começou no dia em que Alfredo chegou em casa e percebeu que não sabia o nome do rapaz com quem dividia quarto há mais de um ano. A verdade é que só tinham conversado uma única vez para acertar o valor do aluguel e a data da mudança. Até aquele momento, nenhuma outra palavra tinha sido necessária.

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3 motivos para não acreditar em jornalistas

5 05 2009

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Que as pessoas acreditam em quase tudo o que lêem, eu já sabia. Mas fiquei impressionada com o número de respostas que recebi por causa do post sobre a gripe suína. O texto foi uma brincadeira, coisa que inventei da minha cabeça e, mesmo assim, recebi diversos e-mails e comentários de pessoas que me levaram a sério.

É engraçado isso. Quero dizer… Se já acreditaram em mim quando eu era uma estudantezinha que escrevia merda no blog, imagina depois que eu tiver um diploma!?

Por isso, resolvi escrever um post de alerta antes que seja tarde demais. Baseada em algumas experiências pessoais ao longo destes 4 anos de curso, formulei três questões essenciais para não acreditar em jornalistas. Acredite se quiser.

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A verdade sobre a gripe suína

29 04 2009

porca1

<<Este post é uma invenção da cabeça doente da dona deste blog. Não leve a sério>>

O que vocês devem ter ouvido é que a gripe suína está se alastrando pelo mundo por causa da demora do governo mexicano em alertar a Organização Mundial da Saúde (OMS). Também devem ter ouvido do risco de pandemia, das passagens aéreas canceladas, do medo nos aeroportos, das mortes por causa da gripe, do vírus mutante… Enfim. Toda essa balela.

Balela, Elisa? SIM! TUDO MENTIRA! A verdade é que há interesses muito maiores por trás dessa armação.

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