A gente não nasce para o que é (ou algo assim)

16 03 2009

Certas pessoas já nascem com todas as certezas do mundo: sabem que vão ser médicos, advogados, arqueólogos ou motociclistas do Globo da Morte

Eu, por outro lado, não faço a menor idéia da minha função na Terra – ou se tenho alguma. Contudo, nos últimos tempos, eu tive uma absoluta certeza: eu NÃO nasci para ser secretária.

Explico: no início do ano passado, comecei um estágio como Assessora de Comunicação em uma fundação cultural. O lugar era uma sala (não muito grande) com dois computadores. Ponto. Durante o tempo que estive lá, a empresa passou por algumas crises e as atividades culturais deram uma amornada. Conclusão? Passei de Assessora para Secretária/Office Girl.

Grande desastre.

E não é porque eu não sei lidar com pessoas, ou porque eu seja extremamente desorganizada, ou porque… Que outras qualificações uma secretária precisa ter, afinal? Enfim. Não é nada disso. Eu desenvolveria com facilidade qualquer uma dessas qualificações. Todas, com exceção de uma:

Atender telefone.

Talvez seja alguma disfunção minha, ou trauma, ou leseira mesmo, sei lá! Fato é que não dá certo. Vou contar dois casos pra exemplificar.

O gerente administrativo tinha ido ao toilet. O telefone toca.

“Fundação, boa tarde.”
“Boa tarde. O fulano está?”
“Tá sim.”
“(…)”
“Ah! Só que ele tá no banheiro!”
“Quer dizer… ele saiu. Volta daqui a pouco.”
“Aliás… ele não pode atender. Errr… Quem tá falando? Quer deixar recado?”

Por sorte, era o irmão dele. Não tinha problema ele saber que o fulano tinha ido dar um cagão. Da outra vez foi pior. Estávamos fechando detalhes com patrocinadores e eu precisava de algumas informações para fechar a arte de divulgação na gráfica.

“Então, Senhor Xis, se você puder me passar essas informações por e-mail a gente já resolve a situação.”
“Pois bem. Qual é o seu e-mail?”
“Elisa ponto franca ponto vê arroba…”
“Ponto bê?”
“Não. Ponto vê.”
“Pon-to-fran-ca-pon-to-gê…”
“Não! Ponto vê!!!”
“Pê de pato?”
“NÃO! VÊ DE VACA!”
“(…)”

Mas eu juro que foi sem querer. Naquele momento, o meu vocabulário não continha mais nenhuma palavra com V para ilustrar.

Enfim.

Não me despediram. Continuei lá por alguns meses. Mas aí só a outra estagiária atendia o telefone.

Ela cursava Secretariado Executivo.

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4 responses

17 03 2009
camila

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
violeta seria tão mais sutil, não?!

17 03 2009
bel

a sala (não muito grande), com os dois computadores, agora tem um janelão… e o céu! já a vaga p/ pessoas com disfunção, trauma, ou leseira mesmo (vai saber!) continua sendo bem ocupada. =)

19 03 2009
hg

hugo@studium.ppg.br
s de sapo t de tatu u de uva d de dado i de inferno u de uva m de maria… p de pato, pato gato, ponto br… nao nao… nao escreve ponto, é so o ponto mesmo, hein? br de brasil mesmo varonil, saca? nao é s mudo depois do arroba… ahhh e hugo tem agá… hein? quer que soletre meu nome tb? ele ja é quase um soluço… virgisanta… tu tu tu tu

25 03 2009
João

Hummm…e eu trabalho num…hummm…banco…

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