A mutante mineira

16 03 2009

Sabe quando você está andando pela rua e sem querer (sem maldade nenhuma) acaba pescando trechos de conversas alheias? Pois é… Então… para aumentar o número de categorias de posts ali do lado, resolvi começar a postar as conversas que escuto pela metade nas ruas. Não garanto que vá sair nada interessante, mas vou tentar.

Contudo, nesse primeiro post não vou contar uma conversa que eu ouvi – mesmo porque, a última que eu consegui pescar era algo como “Vão? Vão. Quanto tá? Sei lá…”

Tudo bem que eles poderiam estar combinando de ir a uma rinha secreta de crianças de três anos geneticamente modificadas com orelhas nas costas que soltam raios pelas narinas e lutam até a morte (ou até a hora da soneca).

Tá bom. Parei. Do que eu estava falando mesmo?

Ah sim!

Vou falar de uma conversa que a minha amiga Carol ouviu. No dia, ela estava enfrentando sozinha a fila quilométrica do RU e, obviamente, estava ficando entediada. Foi quando começou a prestar atenção à conversa que acontecia logo atrás dela.

Eram três meninas, mas só uma falava. E falava com o sotaque mineiro muito carregado.

“Minina! Cês num credita no que aconteceu cumigo esses dias! Fiquei té tarde na biblioteca estudando, né? Quando eu saí, tava até passando mal. Eu ia andando e parecia que eu tava flutuando. Cês num credita! Parecia que eu tava flutuando e eu num tava conseguindo ver nada. Daí eu tive que colocar o livro de citologia na cabeça e fui andando com o livro na cabeça.”

Nesse momento, Carol resolveu olhar pra trás para ter certeza de que estava ouvindo direito – a menina estava recolocando o livro na cabeça para mostrar como tinha feito no dia.

“As pessoas olhavam estranho pra mim, mas eu nem ligava. Fui andando té a casa da minha tia no morro com o livro na cabeça. Tive que fazer isso senão eu num guentava! Tava passando muito mal.”

Agora você para e pensa… Por que o livro na cabeça? Será que ela realmente achava que ia sair voando? Será que todas aquelas horas de estudo na biblioteca desenvolveram uma habilidade psíquica de driblar a gravidade que ela não conseguia controlar? Por que as outras meninas agiam como se aquele caso fosse a coisa mais natual do mundo? Será que a Carol sonhou tudo isso?

Essas e muitas outras respostas no próximo capítulo de A CONVERSA!!!!

(ou não)

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