Carona com o velho tarado

16 03 2009


Não lembro se já comentei sobre um velho tarado que dá carona aqui na UFV. Então. Eu já havia pegado carona com ele duas vezes (muito desagradáveis, por sinal), e desde então evitava entrar em carros brancos (acho que ele tem um pálio, mas como não tenho certeza passei a evitar todos os carros brancos).

Pois bem. Hoje eu não consegui evitar. Eu estava atrasada, chegando no ponto de carona da reta quando um carro branco estacionou para dar carona para uma menina que já estava no ponto. Não pensei duas vezes. Dei uma corridinha básica e consegui alcançar o veículo.

Azar o meu e sorte da menina que não teve que ir o caminho inteiro sozinha.

O cara é grisalho, com voz aguda, cara de bobo e uma disposição insuperável para criar situações embaraçosas. Eu já sabia disso quando o carro começou a andar. A menina que estava no banco da frente não sabia. Começa o diálogo habitual:

– Quer achar graça?
– … (silencio da menina porque não tinha entendido a pergunta. Silêncio meu porque já imaginava o que estava por vir).
– Hein? Quer ou não achar graça?
– Ahn… Conta… ehehehe (risada sem graça da menina que não estava achando graça nenhuma).
– Sabe o que aconteceu comigo? (pausa dramática) A minha namorada me trocou por outra namorada! Você acredita?
– … (cara de incrédula.)
– Acredita?
– Acredito, uai…
– Pois é. Trocou por outra namorada. Já tinha ouvido falar nisso? É muito comum isso de garotas se beijarem. A menininha vai dormir na casa da amiga, elas dormem na mesma cama… Alguém vai disconfiar? Vai nada.
– É… (quase saltando do carro em movimento)
– Mas eu ia estar muito mais triste se ela tivesse me trocado por um namorado. Por uma namorada não. Você não acha? Não é bonito duas garotas juntas?
– PARA O CARRO ALI PRA GENTE? (Elisa saves the day.)

Das outras duas vezes foi no mesmo naipe. Em uma delas, eu era a vítima do banco da frente (e foi mil vezes pior do que a conversa da namorada lésbica). Mas antes, vou contar da primeira carona que peguei com ele. Essa foi engraçada.

Eu e mais três meninas entramos no carro. As três meninas eram amigas, estavam rindo muito e uma delas foi na frente junto do tarado.

– Essas músicas de hoje em dia… – começa ele – Não era assim na minha época. Na minha época, música tinha sentimento.
– É… hoje as músicas estão muito ruins mesmo. – complementou uma.
– Tem o Crééééu – acrescentou outra.
(todas riram)
– Vocês não acham que é muito ruim namorar com essas músicas não? Na minha época a gente dançava junto, tinha todo um clima… hoje é só essa pegação.
– É mesmo! Isso mesmo! – todas concordaram.
– Porque os garotos de hoje não entendem de romance, de como tratar uma mulher…
– Concordo. Tá certo. São todos uns galinhas! – bradaram em coro.
– É…
(Silêncio estratégico)
– Mas homens os mais velhos sabem como dar atenção, como fazer carinho, como fazer uma menina feliz… Não é?
(Dessa vez, a única risada foi a minha.)

hehehe

Eita… esse post tá ficando grande demais. E está tarde! Vou deixar a minha história no banco da frente para outro dia. Tô atrasada para a academia!

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