Elefanta of my life

16 03 2009

Quando eu tinha 4 anos, meu pai foi fazer doutorado em Madison (WI) nos EUA e a família toda se mudou para lá (eu inclusive). Apesar disso, minha infância foi bem normal e tranqüila… Nada de muito atípico.

Comi sabão em pó com a Annie, organizei uma expedição para fugir para a Terra dos Fofos, escalei um pinheiro, andei de elefante, joguei lesmas na Ife e o irmão dela me perseguiu com um taco de baseball, tentei fugir pelo bueiro e perdi uma unha, acionei o corpo de bombeiros com alarme falso… Ah! E descobri que tinha amígdalas muito grandes e inventei que estava com a garganta inflamada para a enfermeira da escola me mandar pra casa (isso funcionou algumas vezes até ela perceber que minhas amigdalas eram inchadas sempre)… Enfim. Kids will be kids.

De toda forma, apesar dessa minha infância normal e tranqüila, tem uma coisa que sempre me incomodou: não poder compartilhar nostalgias de programas de televisão. Nenhum dos meus amigos sabe a música de abertura de Eureeka’s Castle, ou via Mister Rogers’ Neighborhood, ou achava que Are you Afraid of the Dark? era filme de terror.

Eu sinto muita falta disso. Aliás, já decorei várias músicas de desenho animado que eu nunca vi para poder participar das conversas nostálgicas de infância…

“No meu sonho eu já vivi um lindo conto infantil…”

Falando em contos infantis, vou voltar ao foco do post (se é que ele já teve um). A minha irmã era apaixonada pelo Peter Pan e achava que ela era a Bela Adormecida. Na cabeça dela, os dois tinham um caso. Já a Elga foi apaixonada por um Cavaleiro do Zodíaco (eu não sei qual porque nunca assisti). Eu, por outro lado, tive uma paixão mais peculiar. Eu me apaixonei por um bonecão de elefante. Sabe? Tipo Barney, só que elefante.

Mais tarde, eu fui descobrir que era uma elefanta (ou um elefante fêmea, como preferirem) e me desiludi profundamente. Não lembrava muito bem do programa, mas tinha a idéia fixa de que já que eu era apaixonada pelo elefante, ele deveria parecer macho e, por isso, não havia razões para questionar a minha opção sexual enquanto criança.

Maaaaaaaaas…. Hoje minha mãe apareceu no msn e me mandou um monte de links no youtube de programas que eu via quando era pequena (não que hoje eu seja grande). Daí ela lembrou o caso do meu estranho amor e eu resolvi procurar pelo “Elephant Show” no youtube.

Não entendi mais nada… Quero dizer: eles não só chamam o elefante de “she” logo na introdução, como o boneco tem cílios imensos e é claramente uma fêmea da espécie. Pensa só… Eu era lésbica e zoofílica! Ousada, não? aehauheauhuae

Pior é que o programa não tinha sentido nenhum. Alguém me explica porque tem um(a) elefante? Eu via isso todos os dias e não consigo me lembrar da razão do(a) elefante estar lá: ele(a) nem fala!!!

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