E o tempo levou…

28 07 2013

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Hoje, um amigo me disse a seguinte frase: “tá mais fácil ganhar um boquete do que um abraço aí em Sete Lagoas”. E eu ri disso porque é verdade. É o que vejo por toda parte. Metaforicamente falando, claro.  Felizmente, não ando pela cidade esbarrando em praticantes de felação. Não é isso. O que vejo é que qualquer cara burro, pedante e com tetas arruma uma gostosa pra exibir pros amigos por aqui.

“Mas que maravilha! Vou praí!”

Isso é super legal, né garanhão? NÉ?… NÃO! Não é! E se disse que sim, você é o tipo de pessoa que está estragando o mundo, então sai fora.

Veja bem. Eu imagino a situação como uma feira de produtos piratas. É tudo muito fácil de arrumar, barato e descartável. E aqui estou falando de relacionamentos em geral, não de mulheres . Porque não são só as mulheres que estão ficando baratas. Os homens também estão. E isto está se tornando um sério problema pessoal para mim mesma. Pleonasmo e tudo.

Homens interessantes estão desaparecendo.

E digo isto não porque eu esteja sozinha e sofrendo com a falta de um príncipe encantado. Não estou. Não é nada disso. Estar solteira não é um incômodo. O incômodo é preferir passar o resto dos meus dias sozinha numa caverna do que passar três minutos com os tipos que tenho visto por aí.

É sério. Falo isso com toda sinceridade e do fundo do meu coração: eu já estaria muito feliz apenas em encontrar alguém com quem pudesse transar de vez em quando. Só isso. Sem compromissos, sem cobranças, sem juras de amor. Só sexo. Tudo muito simples. E, mesmo assim, isso está virando uma espécie de missão impossível.

Acho que o meu maior problema é que, ao contrário do que costuma acontecer com os homens, eu não consigo sentir tesão em alguém apenas pela beleza física. Se abriu a boca e falou merda, crio asco. Broxo na hora. Saio correndo e nem olho pra trás. Óbvio. Não é uma atitude óbvia? Claro que é! Só que, aparentemente, não é.

As pessoas desejam tanto ter um amor pra exibir num Instagram com garrafas de vinho, que relevam critérios básicos de seleção. E se não há critérios, pra que se esforçar em ser o pavão com a cauda mais bonita? Pra que perder tempo com a dança de acasalamento? Na Era Virtual, o importante é ser rápido e objetivo. Pula o abraço e vai pro boquete.

E aí fica aquela sensação de que a época dos homens galantes que tiram as mulheres para dançar se perdeu e o que resta é a esperança de que talvez, algum dia, quem sabe achar um daqueles espécimes raros com quem seja possível conversar por mais de meia hora sem ter vontade de enfiar um machado na cara do sujeito.

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