Amor placebo

1 08 2013

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Não acredito em pessoas que sofrem por amor. Não mesmo. Acredito apenas nas sábias palavras de Barros de Alencar quando diz que “o amor é uma outra coisa”.

As pessoas sofrem por frustração de expectativas, sofrem por orgulho ferido, sofrem por baixa auto-estima e sofrem por projetarem a própria felicidade em outra pessoa. Muitas vezes, já sofriam bem antes de conhecerem aquele que lhes machucou o coração. A tristeza já estava lá, à espreita, esperando por um motivo para justificá-la.

Mas não sofrem por amor ou por amar.

“Aaaaah! Mas e quando a pessoa que a gente ama não ama a gente?”

Você não está amando. Está insistindo em algo que não tem razão de ser.

“AAAhh… Mas e quando a pessoa que a gente ama morre?”

Então sofre por sentir falta da presença dela na sua vida. Não foi o amor que causou o sofrimento.

Continuo dizendo que o amor é outra coisa.

E digo isto por experiência própria. Digo isto, obviamente, pensando em alguém. Pensando naquela única pessoa que, mesmo depois de tantos anos, continua a me assombrar em sonhos e que ainda me causa palpitações toda vez que nos encontramos por acaso.

Por muito tempo, pensei que isso era amor. Depois, pensei que era uma paixão inesquecível. Mas aí o tempo nos dá aquela sabedoria linda que queríamos ter tido muitos anos antes e, só então, percebo que tudo não passa de uma frustração gigantesca.

Frustração porque não foi tudo o que poderia ter sido. Porque ainda estava naquela fase de borboletas no estômago e de achar lindo quando um lia o pensamento do outro. Porque as coisas desandaram por nada e sinto que poderiam ter sido diferentes.

Tudo o que sei é que ficou aquela fome não saciada. E aí a imaginação entra com toda a delícia que poderia ter sido e não foi. Imaginação filha da puta. O pior é que, por mais que conscientemente eu saiba que isso não faça o menor sentido, que provavelmente não gostamos das mesmas coisas, que somos pessoas inteiramente diferentes e que nem nos conhecemos mais, fica aquela tensão sexual mal resolvida (provavelmente só da minha parte) e eu fico com uma raiva danada de mim mesma por causa dessa loucura retardada.

É o maravilhoso espetáculo do quase! Mas não é amor.

ENFIM. Não tenho nenhum final surpreendente pra esse desabafo e tô parecendo uma adolescente de 15 anos. Parabéns pra mim. Prometi pra mim mesma que ia tentar (eu sempre me dou uma brecha) atualizar este blog uma vez por semana, nem que fosse com cocô.

Então, voilà!

Acho que vou virar blogueira da capricho.

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